Paróquia Sant’Ana

            BREVE HISTÓRIA DA PARÓQUIA DE SANT’ANA

 

santana

  Antes de ter sido nomeada paróquia, a comunidade de Sant’Ana e demais comunidades vizinhas pertenciam à paróquia de Nossa Senhora do Carmo.
A cerimônia de criação da paróquia de Sant’Ana ocorreu no dia 11 de janeiro de 1987 (dia em que celebrava-se o batismo de Jesus), às 08h30min, numa missa presidida por Dom Constantino Amstalden, bispo da Diocese de São Carlos.

          Estiveram presentes representantes de 22 comunidades que passariam a fazer parte do território da paróquia (hoje, restaram 3 delas: Santa Rita, Nossa Senhora Rainha do Universo e Santa Catarina, que foi anexada muito posteriormente à data da criação da paróquia).

O primeiro pároco foi o padre João Mellato Filho.
Depois de sua passagem por Sant’Ana, foram párocos os seguintes padres:

 

 

 

 

  1. Padre João Mellato Filho
    xmelatojoao
  2. Padre Patrício Dillon;
  3. Padre Manuel Gatchalian;
  4. Padre Mário Cavaretti Filho;
  5. Padre Geraldo Francisco da Silva;
  6. Padre Milton Vendrametto;
  7. Padre Edson Shigueo Shiramitzu;
  8. Padre Antônio Aparecido de Marcos Filho (atual pároco);

          A paróquia, nos seus primórdios, foi assumida e cuidada pelos missionários da Congregação do Verbo Divino (verbitas). O padre João Mellato Filho permaneceu como pároco até 27 de fevereiro de 1988, e seu sucessor foi o padre Patrício Dillon.
Em 20 de abril foi comprado um carro para a paróquia. Era um gol, que custou 1250 cruzados. O dinheiro foi doado pela Congregação do Verbo Divino e pela organização M.I.V.A., da Holanda.

          Em 1990 foi nomeado Vigário Paroquial o padre Manuel Gatchalian, que passou a pároco em abril de 1991, pelo fato de o padre Patrício ter sido transferido para o Litoral Sul. O padre Manuel (Noel) recebeu o auxílio do padre Pedro Barendse.
O período entre os anos 1987 e 1992 tem poucos registros escritos no livro Tombo. Os mesmos começaram a ser mais detalhados a partir de 1993.

          Em 1993 aconteceram na cidade de Araraquara as Missões Redentoristas, que deram um grande impulso no crescimento e desenvolvimento espiritual das comunidades, promovidos pelos padres Redentoristas e algumas religiosas. Daquela ocasião é que vêm os setores (popularmente conhecidos como grupos de quarteirões), chegando a paróquia a contar com 28 grupos naquele ano.

          Em maio de 1994 há uma referência à Pastoral Familiar (primeira pastoral citada no documento da paróquia; daí a conclusão de que tenha sido a primeira pastoral a ser formada efetivamente, mas ainda seriam necessários 2 anos para que tivessem início suas atividades, em 1996). Também no ano de 1994 ocorrem as primeiras reuniões para tratar da construção do Centro de Evangelização, realizada com recursos do exterior, captados pelos padres verbitas.
Percebe-se que já é tradição, desde época remota, que o dia de Sant’Ana (26 de julho) é marcado por uma forte celebração, que lota a igreja na missa das 15h00, especialmente preparada para os doentes e idosos.

          Novembro de 1994 foi marcante pela aquisição de uma nova tecnologia, um retroprojetor, que facilitaria o trabalho das equipes litúrgica e de canto, com o intuito inicial de substituir os folhetos de missa. O retroprojetor funcionou na paróquia por mais de 10 anos, mas nunca alcançou o objetivo inicial, apenas projetava na parede as letras das músicas para o povo cantar. Os folhetos existem até os dias de hoje; o retroprojetor foi substituído por um datashow, que tem a mesma utilidade.
1995 chega com a expectativa de fortalecer a pastoral Social na cidade e abraçar os temas das campanhas da Fraternidade. Padre Manuel acompanhou de perto os trabalhos daquele ano.

          Momentos sempre fortes foram as celebrações da Semana Santa, porque promoveram constantemente encontros com todas as comunidades.Em 17 de junho de 1995 o telhado da igreja foi renovado.
No início, as festividades da padroeira eram feitas num Tríduo. A partir de 1995 passou a acontecer a Novena de Sant’Ana. O primeiro tríduo a Nossa Senhora Rainha do Universo foi realizado nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 1995.
Em setembro do mesmo ano ocorre uma Assembleia Paroquial, que escolhe, como prioridades da paróquia, a partir daquele momento, as Pastorais Familiar, Social, da Juventude e a Evangelização. Também começou a tomar forma a Pastoral do Dízimo, coordenada pelos Setores.

          Em 21 de janeiro de 1996 – posse do novo bispo – Dom Joviano de Lima Júnior, que visitou Sant’Ana pela primeira vez em 14/04, numa celebração do Crisma para jovens.
O primeiro jornalzinho da paróquia foi publicado em março de 1996, com o título Luz da Esperança. Foi uma iniciativa dos jovens da comunidade.
As comunidades, que eram numerosas quando da criação da paróquia, em 1996 estavam reduzidas a apenas 4. A explicação para tal fato foi que “Os fazendeiros querem diminuir os encargos com os empregados que moram nas fazendas”. Como a maioria das comunidades eram rurais, esta migração dos trabalhadores para a cidade aconteceu de forma rápida e não havia mais comunidades formadas nestas fazendas. A maioria das capelas foi destruída ou ficou sem utilidade nenhuma.

          Recentemente, neste ano de 2015, a última capela de comunidade rural foi demolida, para tristeza de seus antigos moradores e de todos os que a conheceram. O atual pároco, padre Antônio Aparecido de Marcos Filho, conseguiu recuperar duas belíssimas imagens do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, que atualmente podem ser admiradas dentro da Igreja Matriz de Sant’Ana, nas paredes laterais.
16 de abril de 1996 – criação oficial da Pastoral Familiar na paróquia (formada inicialmente por 7 casais, que eram chamados anteriormente de Casais-Piloto). Reuniam-se a cada 15 dias, acompanhavam as Diretrizes da Diocese, preparavam os noivos e atuavam na Liturgia.

          E o tempo vai passando para todos. Chegamos a setembro de 1996 e um marco é o início do funcionamento da Rádio Sant’Ana, coordenada pelo jovem Émerson Spinelli e um grande número de outros jovens que se revezavam para levar ao ar uma programação de 4 a 5 horas diárias.
Em outubro de 1996 foram formadas 4 comissões para orientar o trabalho de Evangelização: Serviço, Diálogo, Anúncio e Testemunho.
O trabalho da Catequese é bastante destacado pelos padres Verbitas em 1997. O entusiasmo de 3 catequistas (Daniela, Luciana e Fabíola) era visível a todos e as crianças animaram-se a participar dos encontros e celebrações.
Já havia, e, abril de 1997, uma preocupação da Diocese de que os antigos setores (então chamados de grupos de quarteirões) fizessem um estudo mais sistematizado da Bíblia e não ficassem apenas na reza do terço. Hoje, existe a reza do terço, mas os grupos também procuram aprofundar-se na escuta e partilha da Palavra de Deus.

          Em 1997 há um registro que relata que as missas eram realizadas apenas uma vez por mês, na matriz e nas comunidades. As pessoas não ficavam satisfeitas com apenas uma missa e acabavam migrando para outras paróquias vizinhas.
O CPP (Conselho Pastoral Paroquial) iniciou suas atividades no dia 18 de maio de 1997. Naquela 1ª. Assembleia, foram tratados assuntos referentes ao projeto da Diocese “Rumo ao Novo Milênio”, e de como deveria ser a reestruturação da paróquia.
Irmão Nelson é uma pessoa de presença constante em Sant’Ana, e merece, algum dia, um capítulo à parte na História da paróquia, pois estava presente praticamente desde o início da comunidade. Ele criou um forte vínculo afetivo com as pessoas e permaneceu ajudando a paróquia a crescer ao longo de muitos anos.

          A Comunidade do bairro dos Machados (Nossa Senhora de Fátima) passou a ter o Santíssimo permanentemente instalado a partir de 1997. A situação dos casamentos é algo curioso na paróquia de Sant`Ana, e permanece até os dias atuais: há registro afirmando que muitos noivos dão entrada na documentação, mas transferem-na e casam-se em outras paróquias. Pode ser que isso deva-se ao fato de que Santa Ana seja conhecida como padroeira dos avós, que são muito devotos dela e de São Joaquim, seu esposo, tanto que, nas comemorações da padroeira, conta-se com a presença cativante de tantas pessoas da terceira idade, acompanhadas de seus filhos e netos.

          Sobre os Setores, há um fenômeno que ocorre há muito tempo: há algumas pessoas que fazem parte dos grupos, vão às casas, rezam, estudam a Palavra de Deus, interagem com os demais membros da paróquia, mas não participam da vida da comunidade (alguns, participam até mesmo de outras paróquias).
No final de 2000, os padres da Congregação do Verbo Divino deixaram a Paróquia de Sant`Ana e a entregaram aos padres Diocesanos. Neste período, a secretaria paroquial iniciou suas atividades. O primeiro padre diocesano a exercer a função de pároco foi o padre Mário Cavaretti Filho.

          A missa da Penitência, já tão tradicional em nossa paróquia, marcou seu início na quaresma de 2001.
Em 01/07/2001 aconteceu uma Assembleia Paroquial que, entre outros assuntos, determinou promover formação para o fortalecimento da equipe de Liturgia e a criação da Pastoral da Criança.
Em 05/08/2001 acontece a posse de 36 novos coroinhas, com o objetivo de ir ao encontro das famílias.
Em março de 2001, a prefeitura começou a utilizar o Centro de Evangelização para o desenvolvimento de projetos sociais.
Dia 11 de agosto de 2002, Dom Joviano, bispo da Diocese de São Carlos, realizou uma visita pastoral e encontrou-se com representantes das Pastorais, Grupos, Movimentos, CPP e CAEP.

          Em janeiro de 2003 tomou posse o novo pároco, padre Geraldo Francisco da Silva.
8 de março de 2003, sábado, é o marco da primeira celebração da Missa das Crianças da paróquia, no horário das 17h00.
A Semana Santa de 2003 foi marcante para os jovens, que prepararam-se e ensaiaram um teatro sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, tendo como cenários a Igreja e a Praça de Sant’Ana.

          Em fevereiro de 2004 ocorreu um encontro de formação para agentes do Dízimo, para a implantação da Pastoral do Dízimo. Até então, o dízimo era entregue, mas não havia um grupo de pessoas encarregadas de fazer um trabalho efetivo de evangelização sobre o dízimo. A entrega e recolhimento dos envelopes era feita pelos setores. A partir deste encontro, a Pastoral passou a ter as informações sobre os dizimistas num sistema de dados.
30 de outubro ocorreu o Terço Missionário, no Ginásio da Pista, um evento grandioso que mobilizou toda a paróquia, depois de 3 meses de preparação. Ao final, soi solto um terço de bexigas no ar, com informações sobre a paróquia. No dia 1º. De dezembro, veio a informação de que o terço havia caído nas proximidades de Ribeirão Preto, na cidade de Sertãozinho, distante 73 quilômetros de Araraquara.

          Em 28 de agosto de 2005, ocorre a entronização do Santíssimo na capela da escola COC (Nossa Senhora de Lourdes), por Dom Joviano, e início das atividades da catequese para os alunos.
Em 12 de dezembro de 2005 ocorreu a primeira e única confraternização Paroquial, na Chácara da Saúde, em Américo Brasiliense.
Em 1 de outubro de 2005 iniciou-se na paróquia um trabalho de visitação às casas dos paroquianos, que se estendeu até o dia 9 de outubro.

          Em dezembro realizou-se a Caminhada Cantante pelas ruas da paróquia, com entoação de canções de Natal e encerramento com um Presépio Vivo encenado pelas crianças no ginásio da escola COC.
Em janeiro de 2006 iniciou-se o Projeto Irmão Contribuinte, um carnê assumido pelos paroquianos para ajudar na manutenção da paróquia; os mesmos concorrem todos os meses a um premio em dinheiro, pela loteria federal. Este projeto permanece até os dias atuais.

          A comemoração de 10 anos de ordenação presbiteral do padre Geraldo (17 de fevereiro de 2006) ocorreu em clima de muita alegria e festa, com a presença de membros de paróquias pelas quais ele passou, encerrando com um jantar de confraternização entre todos.
Maio de 2006 é marcado por atividades intensas na Catequese, com a realização de uma grande gincana, intitulada “Na Pressão”, com atividades lúdicas e referentes aos conteúdos da Catequese, bem como passeatas e sadias disputas.
Julho de 2006 – A festa de Sant’Ana e São Joaquim recebeu um nome: I ANAKUIMFEST, com programação religiosa e festiva.
A partir de Novembro de 2006 o novo pároco passou a ser o padre Milton Antônio Vendrametto, que reuniu-se com o CPP e Caep e procurou encaminhar os trabalhos da paróquia.

          O novo bispo diocesano tomou posse em 26 de janeiro de 2007. O Brasil se preparou para receber Sua Santidade o papa Bento XVI. Ele veio ao Brasil para fazer a abertura da 5ª. Conferência Latino-Americana e Caribenha do Episcopado do CELAM, bem como um encontro com os jovens do país.
É tradição também na paróquia de Sant`Ana o bazar do Artesanato, que ocorre próximo de datas festivas (dia das Mães, Natal), e seu primeiro registro é de 2006. Aqueles que sentem vontade de aprender ou fazer algum artesanato reúnem-se no Centro Catequético todas as semanas e produzem lindos trabalhos em crochê, tricô, pintura, bordado, para serem vendidos. A renda da venda é revertida para a paróquia.

          Em setembro de 2007 houve a reestruturação da Pastoral do Dízimo, com a participação de alguns membros da Pastoral de uma formação com o missionário leigo Aristides. Depois ele veio à paróquia para pregar, em todas as missas, e conscientizar as pessoas sobre a importância de ser dizimista.
Registrou-se, também em 2007, a conclusão de um curso de alfabetização para adultos na paróquia, assim como o oferecimento de curso de Montagem e manutenção de Computadores.

          Em 30 de dezembro de 2007, tomou posse o novo pároco, padre Edson Shigueo Shiramizu. Em sua chegada, passou a celebrar missas todos os dias na Matriz e nas Comunidades, com exceção de terça-feira.
As obras na Comunidade Santa Rita intensificaram-se neste período e o salão de festas começou a ser construído, bem como aconteceu a reforma da capela.
Para aquisição de fundos, o padre Edson conseguiu a ajuda do Buffet Maria Augusta, bastante tradicional e apreciado na cidade.

          A partir de 2007, na programação festiva de Sant`Ana, a comunidade Nipo começou a realizar a Noite do Tempurá, que fez muito sucesso na paróquia e na cidade, e estendeu-se até 2013.
Em 20 de setembro de 2009 o padre Antônio Aparecido de Marcos Filho tomou posse e até hoje, dezembro de 2015, está à sua frente. É conhecido carinhosamente como padre Toninho e tem conquistado aos poucos os paroquianos. Querido por todos, tem um jeito especial de cativar cada pessoa. Acolhe as pessoas antes das celebrações e se despede delas ao final das missas. As pessoas não saem da igreja sem dar a mão para o padre Toninho. Depois de tantos anos de párocos que passaram muito rapidamente pela paróquia, temos um momento de calmaria, de tranquilidade. As ações acontecem naturalmente, sem pressa ou medo em relação ao futuro.

          Padre Toninho passa essa tranquilidade. Suas realizações enquanto pároco não serão relatadas neste texto, porque este texto é História, e o padre Toninho é Atualidade e suas realizações merecem um texto à parte, porque tem se empenhado bastante para o fortalecimento da Paróquia de Sant’Ana.


Histórias de Santa Ana

          Santa Ana ou Sant’Ana é a mãe de Nossa Senhora e avó de Jesus. Sobre ela, porém, há poucos dados biográficos. As referências que chegaram até nós sobre os pais de Maria foram deixadas pelo Proto-Evangelho de Tiago, um livro escrito provavelmente no primeiro Século e que não faz parte dos Evangelhos Canônicos, ou seja, aqueles reconhecidos pela Igreja como oficiais. Porém, o Evangelho de Tiago é uma obra importante da antiguidade e citada em diversos escritos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa.

                                                                MÃE DA MÃE DE DEUS

          Santa Ana ou Sant’Ana (latim Anna, e este do hebraico Hhannah-Graça) foi mãe da Virgem Maria e avó de Jesus Cristo.
Sant’Ana é aquela privilegiada criatura que Deus escolheu, para ser na terra, Mãe da Virgem Imaculada. Sant’Ana, depois de São José, foi a criatura que mais perto esteve do Verbo Encarnado. A intimidade do sangue e do parentesco.
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          De Sant’Ana bem pouco nos dizem a história e a Sagrada Escritura, mas basta sabermos, para compreendermos quem ela é, e quão grande é o seu poder, basta-nos só isso: É A MÃE DA MÃE DE JESUS, A AVÓ DE JESUS CRISTO.
Louvamos a Maria porque é a Mãe de Deus. Louvamos a Sant’Ana porque é a Mãe da Mãe de Deus. Não se pode fazer uma idéia mais elevada, mais exata do mérito e das virtudes extraordinárias de Sant’Ana, do que dizendo e meditando esta verdade: “ELA DEU AO MUNDO A MÃE DO FILHO DE DEUS ENCARNADO.”
Os dados biográficos que sabemos sobre os pais da Bem-Aventurada Virgem Maria nos foram legados pelo Proto-Evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa.

          Sant’Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim pertencia à família real de Davi. Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Deus.

          Ana e Joaquim residiam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesaida, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; e aí , num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam que em hebraico significa Senhora da Luz, traduzido para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.

          A devoção aos pais de Nossa Senhora é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no Ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do Ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha.

          Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto. Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Na França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623. Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.

          Em nada pode ficar prejudicado o louvor de Sant’Ana e de São Joaquim porque a Bíblia não trás os seus nomes benditos. Não diz o Eclesiástico que “não se conhece melhor um homem do que pelos filhos que deixa? ”. E o Livro dos Provérbios afirma que “o mérito do filho faz a glória do pai”. É impossível maior grandeza que a de Maria Santíssima. Portanto, o louvor da Mãe de Deus não encerra de certo modo o louvor e a glória da Mãe da Mãe de Deus? Que filha mais elevada e glorificada que Maria?

          E por quê? Porque dela nasceu o Redentor do mundo, e a fez bendita entre todas as mulheres. Que Mãe, depois de Maria foi mais honrada, mais privilegiada que a Mãe daquela que é a Mãe do seu Criador? Podemos dizer também a Sant’Ana nas devidas proporções do louvor: “Todas as gerações vos hão de chamar bem-aventurada, porque sois bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre- Maria”.

ORAÇÃO A SANT’ANA PELA SANTIFICAÇÃO DAS FAMÍLIAS

(Dom Joel Ivo Catapan)

          Senhora Sant’Ana, fostes chamada por Deus a colaborar na salvação do mundo. Seguindo os caminhos da Providência Divina, recebeste São Joaquim por Esposo. Deste vosso matrimônio, vivido em santidade, nasceu Maria Santíssima, que seria a Mãe de Jesus Cristo. Formando Vós família tão santa, confiantes nós vos pedimos por esta nossa família. Alcançai-nos a todos as graças de Deus: aos PAIS deste lar, que vivam na santidade do matrimônio e formem seus filhos segundo o Evangelho; aos FILHOS desta casa, que cresçam em sabedoria, graça e santidade e encontrem a vocação a que Deus os chamou. E a TODOS nós, Pais e Filhos, alcançai-nos a alegria de viver fielmente na Igreja de Cristo, guiados sempre pelo Espírito Santo, para que um dia, após as alegrias e sofrimentos desta vida, mereçamos também nós chegar à casa do Pai, onde vos possamos encontrar, para juntos sermos eternamente felizes, no Cristo, pelo Espírito Santo. Amém.

ORAÇÕES E LADAINHA EM HONRA DE SANTA ANA

SANTA ANA, MÃE DE MARIA, AVÓ DE JESUS – PADROEIRA DOS AVÓS –  Festejada dia 26 de julho.

“a memória do justo alcança bênçãos” (Provérbios 10,7)

Este ano estou fazendo uma novena em honra da Mãe da Mãe de Cristo e quero compartilhar aqui algumas orações que faço, entre outras.

A estrela d`alva já brilha

Já nova aurora reluz

O sol nascente vem vindo

E banha o mundo de luz

Cristo é o sol da justiça

Maria, aurora radiante

Da lei a treva expulsando,

Ó Ana , vais adiante.

Ana, fecunda raiz,

que de Jessé germinou,

produz ramo florido

do qual o Cristo brotou.

Mãe da Mãe santa de Cristo,

e tu Joaquim, santo pai, pelas grandezas da filha,

nosso pedido escutai.

Louvor a vós, Jesus Cristo,

que de uma virgem nascestes.

Louvor ao Pai e ao Espírito,

Lá nas alturas celestes.

Antífonas:

Bendito seja o Senhor Deus de Israel,

que fez surgir um poderoso Salvador

na casa de Davi, seu servidor! (Lucas 1,68-69)

(Ave Maria)

A ilustre linhagem de Jessé

produziu o rebento mais formoso,

do qual surgiu a linda flor mais perfumosa.(Isaías 11,1)

(Ave Maria)

Deles é que descende, quanto à sua

humanidade, Cristo, o qual está acima de todos

– Deus bendito para sempre! – Amém!  (Romanos 9,5)

(Ave Maria)

Oremos:

Senhor Deus de nossos pais, que concedestes a São Joaquim e Sant`Ana a graça de darem a vida à Mãe de vosso Filho Jesus, fazei que, pela intercessão de ambos, alcancemos a salvação prometida a vosso povo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém

ORAÇÃO A SENHORA SANTANA:

Ó SENHORA SANTANA, MÃE DE MARIA AVÓ DE JESUS,

VENHO PEDIR TUA INTERESSÃO POR MIM, MINHA FAMÍLIA, AMIGOS E IGREJA.

CONFIO NO PODER DE TUA ORAÇÃO.

ORAÇÃO CAPAZ DE MOVER O CÉU E FAZER DESCER UM ANJO PARA ANUNCIAR QUE SERIAS MÃE.

ORAÇÃO CAPAZ DE MOTIVAR O CORAÇÃO DE JESUS, VOSSO NETO.

ORAÇÃO CAPAZ DE CONSEGUIR A INTERCESSÃO DA FILHA MARIA E DE JOAQUIM, TEU SANTO MARIDO, AVÔ DE JESUS.

SENHORA SANTA ANA, OLHAI POR MINHA FAMÍLIA, PROTEJA-NOS DE TODOS OS MALES E INIMIGOS, VELAI PARA QUE SEJAMOS SEMPRE UNIDOS , COMO TU ERAS COM JOAQUIM E MARIA.

GUARDE-NOS COM TUA ORAÇÃO COMO GUARDASTES MARIA MENINA.

OLHAI POR NOSSA IGREJA, A IGREJA DE TEU NETO, IGREJA DA QUAL TUA FILHA É A MÃE E ASSIM TE CHAMAMOS DE AVÓ.

PROTEJA OS PADRES, SERVOS DE TEU NETO, ILUMINE-OS E OS FORTALEÇA CONTRA AS TENTAÇÕES E ENGANOS DO MUNDO.

PROTEJA OS CATÓLICOS PARA QUE CRESÇAM NA FÉ DO MESMO MODO QUE EDUCASTES A VIRGEM MARIA NA FÉ NO DEUS ÚNICO DE ISRAEL E NO CONHECIMENTO DAS SAGRADAS ESCRITURAS.

SANTA ANA, ORAI POR NÓS A DEUS PARA QUE SEJAMOS DIGNOS DAS PROMESSAS DE CRISTO, TEU NETO E NOSSO SENHOR.

HISTÓRIA DE SANTA ANA

Segundo uma antiga tradição já conhecida no século II, os pais da Santíssima Virgem Maria chamavam-se Joaquim e Ana.

O culto para com os santos pais da Bem-aventurada Virgem é muito antigo. No Oriente venerava-se Santa Ana desde o século VI, e tal devoção estendeu-se lentamente por todo o Ocidente a partir do século X até atingir o seu máximo desenvolvimento no século XV. Em 1584, foi instituída a festividade de Santa Ana. Em 1584 também são Joaquim achou espaço no calendário litúrgico, e mais tarde foi reunido com a santa esposa no novo calendário litúrgico, no dia 26 de julho.

O Protoevangelho de Tiago, apócrifo do século segundo, traça a história de Joaquim e Ana, pais da Bem-aventurada Virgem Maria.

Santa Ana, piedosa esposa de São Joaquim, após longa esterilidade obteve do Senhor o nascimento de Maria. Santa Ana prometeu que ofereceria Maria, com três anos de idade, ao serviço divino no Templo de Jerusalém, onde ela ficou até completar 18 anos.

 

Ladainha de Santa Ana

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.  Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo,

Deus Espírito Santo,

Santíssima Trindade, que sois um só Deus,

Senhora Santa Ana,                                                           rogai por nós.

Santa Ana, avó de Cristo,

Santa Ana, Mãe de Maria Virgem,

Santa Ana, esposa digníssima de Joaquim,

Santa Ana, sogra do santo patriarca José,

Santa Ana, raiz de Jessé,

Santa Ana, descendente de estirpe real,

Santa Ana, alegria dos Anjos,

Santa Ana, filha dos Patriarcas,

Santa Ana, oráculo dos Profetas,

Santa Ana, glória dos Santos,

Santa Ana, alegria dos Sacerdotes e Levitas,

Santa Ana, cheia e cumulada de graças,

Santa Ana, modelo de bendição,

Santa Ana, modelo de devoção,

Santa Ana, modelo acabado de paciência,

Santa Ana, fortaleza da Igreja,

Santa Ana, Refúgio de todos os pecadores,

Santa Ana, protetora dos cristãos,

Santa Ana, alívio e alegria dos aflitos,

Santa Ana, Mãe terníssima das viúvas,

Santa Ana, mestra e educadora das virgens,

Santa Ana, protetora eficaz dos navegantes,

Santa Ana, especialíssima advogada de seus devotos,

Santa Ana, luz e refúgio de todos que a invocam,

Santa Ana, protetora de todos os fiéis,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,  tende piedade de nós.

Rogai por nós Santa Ana.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amém

Senhor, seja eternamente bendita e gloriosa a Senhora Santa Ana, por ter tido a tarefa de levar em seu seio a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus.

Dignai-Vos, Santa Ana, apresentar-nos com vossas mãos a Jesus e Maria.

 

Oremos:

Ó Deus, que Vos dignastes fazer a Senhora Santa Ana a graça de ser a mãe da Mãe de teu Unigênito Filho, concedei-nos, por tua bondade e misericórdia que nós que veneramos a tão grande santa com particular devoção na terra, mereçamos ter seu poderoso patrocínio, para depois gozarmos de sua eterna companhia na bem-aventurança celeste. Amem.

Santa Ana de Deus amada e de todos alegria, sede sempre nossa advogada, pois sois Mãe de Maria. (3x)

Hinos de Sant’Ana

DA MÃE DE DEUS PROGENITORA

Da Mãe de Deus progenitora,
Dignai-vos ouvir a nossa voz,
Mostrando-vos a protetora
De um povo que se consagra a vós

Sant´Ana em que suave alegria
Desperta a festa o nosso folgar
Por vós iremos à Maria,
Para por ela a Jesus chegar

Junto a Maria Imaculada,
A Padroeira potente sois,
Mas pode a alma degredada
A confiança voltar-se, pois

CENTRO DE AMOR E DE TERNURA

Centro de amor e de ternura,
Mãe adorável da Virgem pura.

Anjos cantai, com alegria,
Salve Sant´Ana, Mãe de Maria

Luz divinal do sol poente,
Iluminai a nossa mente.

Vossa virtude tudo suplanta,
Quis Deus confiar-vos a Virgem santa.

Nos desenganos, na lida insana,
O nosso amparo, sede Sant’Ana.

Ó SANT’ANA, EM TEU SEIO

Ó Sant’Ana, em teu seio sagrado
Deus começa a nós todos salvar…
Lá Maria nasceu sem pecado,
Luz do Sol antes de ele raiar!

Mãe da Mãe do Senhor, Deus do céu,
Este povo te aclama contente,
Pois contigo Maria aprendeu
A ser Mãe do seu Deus e da gente!

No teu colo sorriu para a vida
Quem iria a Deus mesmo ninar.
Reza, pois, pela mãe oprimida,
Que tem filhos sem pão e sem lar!

Com Joaquim, teu esposo, viveste
A paixão conjugal, tão bonita,
Esse amor que é sinal do celeste,
Que une em Deus a Trindade bendita!

Em ti vemos, felizes, Sant’Ana ternura que têm as vovós…
Com jeitinho de mãe nos irmana.
Roga a Deus com jeitinho por nós.

 

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