Feira Pastoral expõe uma paróquia evangelizadora

Marcelo Henrique de Lima*

          Numa iniciativa inédita na cidade, a Paróquia de Sant’Ana realizou, no dia 12 de fevereiro, a I Feira Pastoral, com o objetivo de mostrar o trabalho realizado pelas Pastorais, Movimentos, Grupos e Setores paroquiais. Todos os grupos estiveram representados, através de exposições e apresentações musicais.
O evento teve início às 15h e encerrou-se às 22h. Todos os envolvidos, entre organizadores e visitantes, concordaram que este foi um momento significativo, que fortaleceu a união da comunidade e demonstrou que todos, dentro da diversidade, têm um único objetivo, que pode ser confirmado pelo lema da feira: “O mais importante é o que nos une”

 

A importância da Feira Pastoral na caminha da paróquia

          O início deste 2017 na paróquia de Sant’Ana foi significativo no que diz respeito ao amadurecimento de sua ação pastoral. Se 2016 terminou com realização da Assembleia Paroquial, que começou-se a construção do Plano Pastoral Paroquial, 2017 iniciou com o fortalecimento da base da sociedade e da evangelização da igreja que é a família, através de um evento que foi corado de pleno sucesso: Evangelizando Famílias.

          A ideia principal que motivou a realização tanto do Evangelizando Famílias, como também depois a Feira Pastoral,  foi a de comunhão comunitária como forma de fortalecimento da interação entre as pessoas que constituem a paróquia e que desenvolvem nela ações de evangelização.

          Concluímos com o êxito desses dois eventos, que a paróquia se fortalece e amadurece na fé todas as vezes em que processos são desenvolvidos a partir da discussão coletiva e responsabilidades individuais. Todas as Pastorais, Movimentos, Grupos e Setores da paróquia se envolveram no planejamento e na execução da feira, tendo tido uma experiência extremamente positiva no que se refere ao aprendizado do trabalho coletivo, da comunhão e cooperação paroquial e fundamentalmente na apropriação do sentido do slogan que foi proposto para o evento: O mais importante é o que une.

          Percebeu-se na prática a grande verdade existente nos documentos da igreja, que teoricamente propõe que seja na paróquia o exercício primeiro de todos os ensinamentos do Evangelho de Cristo. Esse exercício diário e constante da missão evangelizadora que é proposto a todos os membros da igreja se verifica fértil em todos os sentidos. O ‘espírito de corpo’ que se cria quando o Espírito Santo se faz presente é claramente visível e se revela ainda mais na expressão de alegria natural que as pessoas demostram.

          Sou testemunha de que a nossa Feira Pastoral da Sant’Ana, estimulou e aflorou a experiencia espiritual de todos os que se envolveram na sua realização. As diversas energias espirituais se manifestaram através não só da intersecção dos grupos de oração, que rezaram durante toda a feira, mas também através de outras formas como: o canto religioso de todos os grupos da paróquia;  da entrega dos jovens com suas performances de dança e outras intervenções de estímulo à comunhão comunitária; da reza dos terços, da Misericórdia e Mariano;  da disposição de todos os feirantes em apresentar o trabalho da ação pastoral desenvolvida na paróquia; da felicidade estampada no semblante do padre Toninho, que presenciou a força potencial que existe na paróquia.

          A Feira Pastoral enfim, se fez ‘Luz de Cristo’ na praça, demostrando que realmente que essa Presença é que nos ilumina em essência e, por conseguinte, ilumina a todos os que são ‘tocados’ e envolvidos por ela.

          Ao final da feira, o momento mais significativo aconteceu quando, liderados pelo padre Toninho, foi rezada uma oração coletiva onde todos os presentes, de mãos dadas, demonstraram toda a comunhão que ocorreu durante todo o dia. Um privilégio ter podido participar de momento tão significativo para a paróquia de Sant’Ana. Presenciar e fazer parte de um grupo de quase 100 pessoas que rezaram juntos na praça da igreja, no centro do bairro de Sant’Ana, às 21h30, sob um céu estrelado e com a Presença de Deus no coração de todos.
Emocionante.

* Marcelo Henrique de Lima é coordenador da Pascom Sant’Ana

Cenas da Feira Pastoral 2017

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Apresentações musicais na Feira Pastoral 2017

 

*********** Formação Sant’Ana **************

 

O que é Ação Pastoral?

            Segundo o Concílio Vaticano II, na constituição pastoral Gaudium et Spes, “pastoral” consiste em se debruçar sobre as aspirações e as angústias dos homens para lhes propor, a partir delas, a mensagem cristã. Pastoral não se limita a ação dos pastores, mas a ação de toda a comunidade, de toda a Igreja.

          Num sentido amplo, Pastoral é toda a ação da Igreja e sua missão neste mundo. A Igreja não existe para si mesma, mas em função da sua missão de anunciar Jesus Cristo e fazer acontecer o Reino de Deus.

          O Diretório Geral para a Catequese (DGC) de 1997, diz que a missão evangelizadora da Igreja se realiza em três etapas:

a. Ação Missionária: faz o primeiro anúncio de Jesus Cristo (querigma) a povos ou pessoas que não o conhecem, ou que, tendo já conhecido, hoje vivem afastados do Evangelho (é a chamada nova evangelização); é a atividade que leva as pessoas a uma adesão e conversão a Jesus Cristo.

b. Ação Catequética: educa e aprofunda a fé dos que já aderiram Jesus Cristo e querem ingressar na comunidade, através de uma iniciação completa, ou necessitam estruturar melhor sua conversão; é o momento do aprofundamento e ampliação da experiência da fé, seus elementos e suas exigências.

          Ação Pastoral: para as pessoas que, tendo sido iniciadas na fé pela catequese, já são cristãos adultos, mas necessitam continuar alimentando a própria fé, crescendo sempre mais e transformando a fé em obras, em serviço aos irmãos e à comunidade (cf. DGC.49). Neste sentido, pastoral é tudo aquilo que a Igreja realiza e que é distinto de evangelização e catequese.

          Esta ação pastoral envolve, entre outras coisas, o serviço aos necessitados, o diálogo com o mundo, a denúncia profética, a dimensão celebrativa, a participação na comunidade, o estudo da fé e a espiritualidade.

          Aplicando esse conceito de pastoral às várias dimensões ou setores da comunidade eclesial, que representam um serviço aos irmãos e à comunidade, tem-se as pastorais ou “ações pastorais”: Pastoral da Juventude, Familiar, da Comunicação, da Criança, Vocacional  e muitas outras. Em algumas a presença dos leigos é fundamental e em outras a presença dos padres e religiosos é mais significativa, como na Pastoral Indigenista e Pastoral da terra.

E os Movimentos?

Ainda não há uma definição precisa, uma conceituação jurídica do que seja um movimento na Igreja e isso dificulta uma classificação e uma melhor análise. Os movimentos são diferentes pela sua origem, seu carisma e evolução, mas geralmente se formam ao redor da pessoa de um líder; possuem algumas idéias-forças ou um espírito comum e a adesão ao movimento é vital.

          No Brasil podemos enumerar os assim chamados “movimentos de espiritualidade”: Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC), Equipes de Nossa Senhora (ENS), Comunhão e Libertação (CL), Renovação Carismática Católica (RCC), Encontro de Casais com Cristo (ECC), Focolares, Schoenstatt, Neo-catecumenato e outros. As principais características desses movimentos são: constituídos e coordenados por leigos; internacionais (nascidos, na sua maioria, na Europa ou Estados Unidos, com organização própria, tendo a coordenação central fora do Brasil); urbanos e ênfase na espiritualidade.

          Os movimentos também devem estar integrados na ação pastoral da paróquia de maneira que qualquer iniciativa nesse sentido seja feita em sintonia com a caminhada paroquial. Os movimentos não podem e não devem seguir caminho próprio, como se nada lhes exigisse estar dentro de uma comunidade, que é a Igreja. Importância capital é a união com o Planejamento diocesano. Não basta se reunir, refletir, rezar. Precisamos viver em comunhão. Deve haver SINTONIA muito forte com as propostas da Igreja. Caso contrário, há o perigo de independência e de um trabalho que não irá construir a Igreja-comunidade, mesmo com os melhores esforços e a maior boa-vontade.

          Observação: Cada pastoral ou movimento não é uma atividade eclesial separada, mas uma atividade dentro da Igreja para criar comunhão, através de formas diferentes.  As pastorais e movimentos são circunstanciais. Surgem num determinado período ou diante de uma necessidade, e por isso podem terminar. Não significa que não foram eficazes. Podem ter cumprido sua missão. O surgimento de novas necessidades pode requerer outros tipos e formas de pastoral. O importante é estar aberto ao impulso do Espírito e sempre em profunda união com a Igreja, a única que pode discernir se uma específica forma de pastoral fará bem à comunidade.

Os Ministérios da Igreja

 Devemos distinguir bem entre ministérios e serviços eclesiais. Os serviços eclesiais são múltiplos e variados. Cada cristão é chamado a contribuir. O serviço eclesial é uma exigência da própria pertença à comunidade. São sinais de participação.

          Os Ministérios não são simples tarefas. São serviços eclesiais, que se fazem em nome e por autoridade da Igreja. Por isso, são conferidos pelo Bispo ou por quem foi por ele delegado. Quando se fala em ministérios trata-se de serviços especiais e importantes para o crescimento da comunidade.

Entre os ministérios podemos distinguir:

  • Os ministérios ordenados são aqueles conferidos pelo Sacramento da Ordem. É ministério confiado aos bispos, padres e diáconos.
  • Os ministérios não-ordenados são aqueles que podem ser exercidos pelos cristãos leigos ou religiosos, desde que tenham provisão dada pelo bispo.

          Todos os ministérios partem da dignidade comum a todo cristão: o Batismo. Alguém só recebe um ministério se for batizado. Na comunidade cristã, possuímos todos a mesma dignidade, somos todos cristãos, pelo Batismo. O que nos difere são as funções e os ministérios.

          É importante observar alguns critérios:

  • Uma escolha acertada: não basta desejar o ministério, precisa ter qualidades para isso. Melhor ainda quando a escolha parte da indicação da comunidade, que reconhece naquela pessoa as qualidades necessárias.
  • Uma formação adequada: isso é fundamental para a comunidade e para a pessoa que irá exercer o ministério. A preparação não pode ser apenas em um encontro.
  • Uma visão clara de Igreja:  um ministério não é promoção, é serviço. É algo de Igreja. Quem o assume deve ter visão clara da Igreja hoje, com a consciência de que está servindo à Igreja.
  • Participação da comunidade: a comunidade deve participar da indicação das pessoas para um ministério, através do CPP, sob a orientação do presbítero.
  • Investidura eclesial: é o bispo quem dá o ministério em nome da Igreja. O ministério é um serviço da Igreja e nela é o pastor quem confia as funções eclesiais a serem exercidas em nome da Igreja.

A Igreja Particular

  A diocese é chamada a viver o dinamismo da comunhão-missão. João Paulo II disse em Santo Domingo: “Em torno do Bispo e em perfeita comunhão com ele, devem florescer as paróquias e as comunidades cristãs como células vivas e pujantes de vida eclesial” (SD 25).

          O espírito de comunhão e participação deve ser o grande ideal de uma Igreja Particular. A comunhão de todas as paróquias se faz pelo planejamento diocesano de pastoral, se realiza na busca de uma caminhada conjunta, amadurece com os programas comuns e se promove pelo conhecimento das necessidades e avanços.

          A Igreja Particular só se faz com a soma das comunidades existentes. E por ser “particular” congrega o “Povo de Deus de um lugar ou região, conhece de perto a vida, a cultura, os problemas de seus integrantes, e é chamada a gerar ali com todas as forças, sob a ação do Espírito Santo, a Nova Evangelização, a promoção humana, a inculturação da fé” (SD 55).

          Só é possível construir uma Igreja diocesana com fisionomia própria, quando todos os cristãos e todas as paróquias se sentirem co-responsáveis pela Diocese. E isso só se alcança se houver profunda comunhão e efetiva participação.

A Paróquia

  O documento de Santo Domingo (SD 58-60) traz alguns conceitos muito ricos sobre a Paróquia:

  • A Paróquia é a comunidade de comunidades, pastorais e movimentos. E dá a razão: porque “acolhe as angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão, participação e missão”. Portanto, a paróquia, além de ser comunidade de comunidades, está muito ligada à vida dos que vivem em seu território.
  • Paróquia não é apenas território. O documento diz: não é território, nem estrutura, nem edifício, mas é “a família de Deus, como uma fraternidade animada pelo Espírito de unidade”. A paróquia deveria ser a família das famílias, a grande família. Ou ainda: uma fraternidade animada pelo Espírito de unidade, que gera unidade.
  • Paróquia: comunidade orgânica. Uma paróquia deveria ser uma realidade de entrosamento entre pároco e fiéis, entre pastorais e movimentos, entre programas e realizações. “A paróquia, comunhão orgânica e missionária, é assim uma rede de comunidades”.

          Tarefas da paróquia:

1.A primeira tarefa é agregar a porção do Povo de Deus que lhe é confiada. Esta função se realiza concretamente em:

  • Celebração eucarística dominical;
  • Assembléia por ela gerada e à qual se referem os sacramentos que marcam as etapas da vida cristã.

2.A segunda tarefa é a do anúncio missionário e do anúncio continuado no interior da própria comunidade cristã (anúncio da vida e palavra de Jesus Cristo).

          Essa tarefa depende muito da criatividade de cada ministro. A primeira e a segunda tarefa são necessárias para que a Igreja possa existir.

3.A terceira tarefa ou função é acolher e transformar as necessidades humanas (religiosas, sociais, antropológicas) do povo que mora no seu espaço. Função missionária e caritativa e depende das necessidades do povo.

4.Uma quarta função deriva naturalmente das outras: é o cuidado da comunhão, das relações entre as diversas pastorais, movimentos, comunidades. Cuidado da comunhão e relacionamento entre paróquias, os setores pastorais.

          Para chegar a isso é indispensável:

1.Renovar a paróquia a partir das estruturas. Nem tudo o que serviu no passado pode ser útil no presente. A sociedade moderna gerou  novas necessidades. Uma paróquia renovada é aquela que sabe dar respostas adequadas às necessidades que surgem.

Processo Pastoral

  Não há como fazer um bom processo pastoral sem três aspectos básicos:

  • Planejamento;
  • Coordenação;
  • Controle e Avaliação.

          Os objetivos gerais da diocese devem ser os mesmos da paróquia. Foram aprovados em assembléia diocesana, representam as prioridades da diocese; Os objetivos específicos é que mudam de acordo com a realidade da paróquia; O CPP – Conselho Pastoral Paroquial, é o lugar de comunhão, discussão dos rumos, afinação da “orquestra” paroquial.

          O trabalho de coordenação pastoral é feito pelos CPPs, CPS e CDP, pelas coordenações das pastorais específicas e dos movimentos (a nível paroquial, setorial e diocesano), juntamente com os padres e o bispo.  Em cada conselho ou  coordenação de alguma pastoral ou movimento, deve haver uma equipe de coordenação para encaminhar os trabalhos do Conselho, preparar as reuniões etc. Cada ação pastoral precisa ser acompanhada e avaliada.


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Paróquia Sant'Ana

Pastoral da Comunicação da igreja de Sant'Ana, da Diocese de São Carlos. Acreditamos que as novas tecnologias e meios de comunicação são ótimas ferramentas para evangelizar e propagar a da palavra de Deus.

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