Carnatequese na Sant’Ana

          Mais uma vez foi realizado com a coordenação da Catequese da paróquia , o evento já tradicional de começo de ano chamado Carnaquetese. Aproveitando o feriado nacional do Carnaval, que pára o país para uma festividade que tem por princípio cultural, a extravagância pessoal e desbunde social, a igreja católica propõe que esse feriado seja realizado em retiros, onde a alegria e a comunhão festiva, seja feita com respeito à pessoa humana e a observância da moralidade católica.

          O Carnaquetese tem sido realizado no Centro Catequético da paróquia com a participação de crianças e jovens das 4 comunidades: Sant’Ana, Santa rita, Nossa Senhora Rainha e Santa Catarina. Os pais também tem oportunidade de participarem junto com seus filhos de momentos de lazer e entretenimento.

 

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A Igreja e o carnaval:
o cristão pode ‘brincar’ o carnaval?

 

O Fiel Católico (02/17)

 

O CRISTÃO PODE participar das festas do carnaval?
         Muitos o perguntam, todos os anos, e há muita confusão a respeito do assunto. A dificuldade está no fato de que a Igreja não tem uma prescrição oficial a respeito, ao menos não há documento que fale explicitamente, textualmente, do carnaval propriamente dito. Ou será que a realidade não é bem essa?

          Antes de tudo, precisamos reconhecer que existem festejos e grupos carnavalescos, principalmente em cidades interioranas e em Estados fora do eixo Rio-São Paulo, que comemoram o carnaval de maneira tranquila e saudável, e não é impossível encontrar ambientes onde se toque música decente e se encontrem pessoas que querem apenas descontrair, sem necessariamente cair nos abusos. Claro que não há pecado em se reunir com amigos e festejar o feriado, ou mesmo em procurar algum clube familiar para se divertir um pouco. Este artigo procura tratar o carnaval a partir de um ponto de vista mais genérico. Estamos falando daquilo que mais comumente se entende por carnaval, de suas origens e suas consequências.

          Esclarecidos estes pontos, afora exceções e falsos moralismos, vemos que não é assim tão difícil responder à pergunta que dá título a esta postagem, afinal. Enquanto cristãos, temos direito à hipocrisia? Até que ponto? E até que ponto é correto dizer que a Igreja silencia quanto ao tema carnaval?

         É verdade que, como dissemos, os documentos oficiais da Igreja não falam – literalmente – do carnaval; mas diversos deles tratam, sim senhor, da obrigação que temos de evitar as ocasiões de pecado, e do quanto é isso importante.

          Ocasião de pecado é toda circunstância, coisa, lugar ou pessoa que estimule as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar. E atire a primeira pedra quem for capaz de afirmar, conscienciosamente, que os bailes e festas de carnaval atuais não são ocasiões mais do que propícias para todo tipo de pecado.

Santo Afonso Maria de Ligório

          Não. Não há como negar que os bailes e festas de carnaval que temos hoje são tremendas, imensas ocasiões para o pecado. E verdadeiramente, segundo a Sã Doutrina de sempre da Igreja Católica, sob o patrocínio de Santo Afonso Maria de Ligório, “expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência“.

          E é por esse caminho que vemos, hoje, a cristandade como que a se derreter, como cera próxima do fogo. A necessária reforma das consciências cristãs requer que se restitua às almas o horror pelo pecado. Não é possível querer ser cristão e continuar brincando com a própria salvação eterna, expondo-se aos sutis laços do Inferno. Assim, pergunta a Sagrada Escritura: “Pode alguém caminhar sobre brasas sem queimar os próprios pés?” (Pr 6,28).

          E como já dizia um velho e experiente diretor de almas: “Em fugir ou não fugir da ocasião, consiste o cair ou não cair no pecado”. Este mesmo autor faz, ainda, uma curiosa observação:

Somos muitas vezes nós que tentamos ao diabo! Por quê? Porque somos nós os que buscamos a ocasião, somos nós que chamamos por ela; e buscar a ocasião em vez de ela nos buscar é, em vez de o diabo nos tentar, tentarmos nós ao diabo… (Pe. Manuel Bernardes, Sermões e Práticas, II)

          Nada auxilia tanto os planos do demônio quanto as ocasiões de pecado. São como que emboscadas em que a todo momento aquela antiga Serpente prepara o bote. Logo, não há outra alternativa para o homem: ou a fuga das más ocasiões ou a morte espiritual. Adverte-nos Sto. Afonso de Ligório:

Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: ‘infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!’. (…) O Espírito Santo diz: ‘Quem ama o perigo, nele perecerá’ (Eclo 3,27).
(LIGÓRIO, Santo Afonso Maria. Escola da Perfeição Cristã, comp. de textos do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, CSSR, 4ª edição, Petrópolis: Vozes, 1955, p. 44)

 

Sobre a festa do carnaval

          Alguns imaginam que o carnaval tem origem brasileira, mas a festa existe desde a Antiguidade. De fato, não se conhece ao certo a origem do carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente é uma festa popular coletiva, transmitida através dos séculos como herança de  antiquíssimas festas pagãs realizadas entre 17 de dezembro (Saturnais – em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de fevereiro (Lupercais – em honra a deus Pã, na Roma Antiga).

          Dentre os pesquisadores, correntes diversas adotam prováveis origens diferentes. Há os que defendem que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. Em certos rituais agrários da Antiguidade (10.000 aC), homens e mulheres pintavam rostos e corpos e entregavam-se à dança, festa e embriaguez. Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito em honra à deusa Ísis (2.000 aC).
          O carnaval pagão começa quando Pisistrato oficializa o culto ao deus Dionísio na Grécia, no século VII aC. O primeiro foco de grande concentração carnavalesca de que se conhecem fontes seguras acontecia no Egito: era dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
          Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre os séculos VII e VI dC. Nessa época, sexo e embriaguez já se faziam presentes na festa. Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, daí, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles.
          No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do carnaval. Ao contrário do que se diz, o catolicismo não “adotou” o carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. A festa agora terminava em penitência, na Quarta-feira de Cinzas.
          Entretanto, como se vê, lamentavelmente, apesar de a Igreja ter sempre tentado dar um novo sentido à festa da carne, não obteve nisso um grande sucesso. Se formos comparar o que ocorre hoje com as festas que ocorriam na antiguidade pagã, não veremos grandes diferenças. Orgias, embriaguez, brigas, violência… Excessos de todo tipo, enfim.
          Como cristãos, somos sempre chamados a santidade, e o sentido original da palavra santo é “outro” ou “separado”. Santo é aquilo/aquele que está separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus. Não podemos, em situação alguma, fazer parte de algo que está em oposição a Deus.
Sempre é oportuno lembrar o que diz S. Paulo Apóstolo:

“Não podeis beber ao mesmo tempo o Cálice do Senhor e o cálice dos demônios.
Não podeis participar ao mesmo tempo da Mesa do Senhor e da mesa dos demônios.”
(1Cor 10,19-22)

 

Um interessante depoimento
do Prof. Felipe Aquino
(Canção Nova)

Paróquia Sant'Ana

Pastoral da Comunicação da igreja de Sant'Ana, da Diocese de São Carlos. Acreditamos que as novas tecnologias e meios de comunicação são ótimas ferramentas para evangelizar e propagar a da palavra de Deus.

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