Confissão na Sant’Ana em preparação para a Páscoa

Aqueles que se aproximam do Sacramento da Penitência
obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e,
ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado,
a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão”.
Catecismo da Igreja Católica – nº 142

           Aconteceu na última quinta-feira, na igreja de Sant’Ana a confissão de preparação para Quaresma. Para este ano o Bispo diocesano Dom Paulo Cezar Costa, determinou que a confissão fosse auricular, ou seja, diferente da confissão comunitária que não prevê escuta pessoal, na auricular, é exatamente a maneira mais próxima que o sacerdote tem para escutar os pecados dos fiéis para poder absolvê-los.

           O Sacramento da Penitência é o sacramento da conversão profunda, porque realiza, de maneira sacramental, o apelo de Jesus à conversão e o esforço de regressar à casa do Pai, do qual o pecador se afasta pelo pecado. Pode, também, ser chamado de Sacramento da Confissão, porque o penitente reconhece diante do sacerdote ser pecador e confessa os seus pecados, reconhecendo o delito e pedindo a santidade de Deus e a sua infinita misericórdia pelo perdão de seus pecados. Pode, ainda, ser chamado de Sacramento do Perdão, porque pela absolvição sacramental do sacerdote o penitente recebe da parte de Deus e da Igreja o perdão e a paz. Por fim, é chamado de Sacramento da Reconciliação, porque no ato de se confessar o pecador recebe o amor generoso do Pai e reconcilia-se com Deus, com a comunidade e com os irmãos.

“Todos os fiéis de ambos os sexos devem, depois de terem atingido a idade do discernimento, fielmente confessar todos os seus pecados pelo menos uma vez por ano ao seu próprio (pároco) sacerdote e realizar no melhor de sua capacidade a penitência imposta, recebendo com reverência pelo menos na Páscoa o sacramento da Eucaristia, a menos que, talvez, seguindo o conselho de seu próprio sacerdote podem, por um bom motivo se abster por um tempo da recepção dela, caso contrário eles devem ser cortados da Igreja (excomungados) durante a vida e privados de um enterro cristão na morte.
(Concílio Laterano, Cânon 21).

 

Veja algumas imagens da confissão
          na Paróquia de Sant’Ana.

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  Tudo sobre confissão

Por que condessar-se?

– A confissão nos santifica e nos aproxima de Deus. Aumenta o conhecimento próprio, faz crescer a humildade cristã, combate a indolência espiritual, fortalece a vontade, leva-se a cabo a salutar direção das consciências, aumenta a graça em virtude do sacramento e é o único modo de vencer o hábito do pecado mortal, de evitar a multiplicação dos pecados veniais além de auxiliar e acelerar o progresso nas virtudes e a perseverança no bem.

 Quem deve se confessar?

 – Todos os cristãos já desde os sete anos de idade, fase em que começa a idade da razão e a partir da qual já se podem já cometer pecados mortais. E, então, a partir dessa idade e para sempre a Igreja recomenda a piedosa prática da confissão frequente.

 O que é necessário para se confessar?

  1. Lembrar-se dos pecados cometidos (Exame de consciência).
  2. Arrependimento dos pecados.
  3. Propósito de não tornar a pecar.
  4. Confissão dos pecados ao sacerdote.
  5. Cumprimento da penitência.

Quando confessar?

 – Se temos que amar a Deus sobre todas as coisas é natural que não permaneçamos muito tempo afastados de Deus que é em resumo o que caracteriza o pecado: o estar afastado de Deus. Se devem os pecados ao menos uma vez por ano. Essa confissão pode ser feita na Quaresma quer por ser esse tempo ocasião de contrição especial, quer porque nessa época se deve cumprir o preceito da Comunhão anual. Mas se cometermos um pecado mortal o devemos confessar o mais prontamente possível.

 O que é para confessar? Como sei o que é pecado e o que não é?

 – Pecado é toda desobediência voluntária à Lei de Deus e da Igreja. Pecado mortal é uma desobediência à Lei de Deus ou da Igreja em matéria grave, feita com pleno conhecimento e consentimento deliberado. Pecado venial é uma desobediência à Lei de Deus ou da Igreja em matéria leve ou me matéria grave, mas sem pleno conhecimento e perfeito consentimento.

 E quais são os principais pecados cometidos?

 Os pecados capitais: Soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça;

Os pecados contra o Espírito Santo: desesperar da salvação, presunção de se salvar sem merecimento, contradizer a verdade conhecida, ter inveja das mercês que Deus faz aos outros, obstinação no pecado e impenitência final;

– Os pecados que bradam os céus: Homícidio voluntário, pecado sexual contra a natureza, opressão dos pobres e não pagar o salário a quem trabalha;

Pecados de cooperação e cumplicidade com os pecados alheios: Participação neles direta ou voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados, Não os revelando ou não os impedindo quando a isso somos obrigados e Protegendo os que fazem o mal.

 Como se preparar para a confissão?

 – Fazendo o exame de consciência;

– Pode se rezar a seguinte oração preparatória para o exame:

 Meu Senhor e meu Deus! Dai-me luz para conhecer os meus pecados, as causas deles e os meios de os evitar. Dai-me a fortaleza de os confessar com toda a fidelidade e verdade, para merecer  agora o vosso perdão e a graça da perseverança final. Por Jesus Cristo Senhor nosso.
Amém.

 Baixar Exame de Consciência.

 

 Como é a confissão propriamente dita?

 – O penitente diz a saudação habitual: “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”, ou “Abençoai-me, Padre, porque pequei.” e faz o sinal da cruz.O sacerdote diz: “O Senhor esteja em teu coração para que, arrependido, confesses os teus pecados.”

O penitente acusa-se dos seus pecados.

 O sacerdote dá conselhos oportunos e impõe a penitência.O sacerdote convida o penitente a manifestar a contrição ao que o penitente pode dizer: 

“Senhor Jesus, Filho de Deus, tende piedade de mim, que sou um pecador.” Ou ainda o Ato de Contrição: “Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me, também, de ter perdido o Céu e merecido o Inferno; e proponho-me firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos torna a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.”

 

O sacerdote então dá a absolvição:

           “Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, e do Filho † e Do Espírito Santo.”

           E o penitente responde: “Amém.” e o sacerdote prossegue: A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos, as tuas boas obras e a tua paciência na adversidade, sirvam de remédio para os teus pecados, aumento de graça e prêmio da vida eterna. Vai em paz.” E o penitente responde: “ Amém.”

 Depois de rezar a penitência o pode-se rezar
a seguinte oração de agradecimento:

                        “Ó bondade, ó misericórdia infinita do meu Deus! Graças Vos rendo por me haverdes perdoado os meus pecados, e de novo os detesto de todo o meu coração. Concedei-me a graça, meu Salvador, pela virtude do Sacramento da Penitência que acabo de receber, de não recai nestes pecados, e de levar de hoje em diante uma vida toda nova, sempre assistido pela vossa graça e perseverando no vosso amor até a hora da minha morte. Amém.”

 

 Veja nossasa Indicações de Leituras Espirituais para a Quaresma:

 

 “O Calvário e a Missa”,
Ven. Fulton Sheen.

 “A morte foi o principal momento para o qual Cristo viveu, ela foi também a única coisa pela qual Ele quis ser lembrado. Para que essa memória não fosse entregue ao acaso das narrativas humanas,
Ele próprio instituiu a maneira como devia ser lembrada.
A Igreja que Cristo fundou, não só preservou a palavra que Ele proferiu como ainda o ato que praticou,
no qual nós recordamos a Sua morte na Cruz, e que é o Sacrifício da Missa – memória da Última Ceia e prefiguração da Paixão de Jesus. Por esta razão, a Missa é, para nós, o ato culminante da amizade cristã.”

Baixar – Clique aqui.

 

“Reflexões sobre as Sete Dores da Santíssima Virgem”,
Ven Fulton Sheen.

           “A Espada só tem quarenta dias e, todavia já sabe como ferir. Desde aí, quando Maria tocar nas mãos dum menino, nelas verá a sombra de um prego. Se o seu coração houvesse de formar um só com o de Jesus, então, como Ele, devia ela ver todos os pores-do-sol tintos do sangue da Paixão. As Suas pequeninas pulsações seriam, para o Seu coração, a trágica advertência dos terríveis martelos.”

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Paróquia Sant'Ana

Pastoral da Comunicação da igreja de Sant'Ana, da Diocese de São Carlos. Acreditamos que as novas tecnologias e meios de comunicação são ótimas ferramentas para evangelizar e propagar a da palavra de Deus.

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